A relevância da validação de uma sequência didática sobre gravidez na adolescência baseada na metodologia da problematização

Palavras-chave: Ensino de Ciências, Temas Sociais, Metodologias Ativas, Ensino Médio

Resumo

O uso de Sequências Didáticas em Ciências Naturais, associado a diferentes abordagens, é feito para favorecer o ensino. Entretanto, algumas críticas são feitas a esses procedimentos, por muitas vezes terem impactos insuficientes na aprendizagem. Submeter a Sequência Didática a uma validação é indicado para aumentar a eficiência desses recursos. Esse estudo qualitativo tem o objetivo de apresentar a validação de uma Sequência Didática sobre Gravidez na Adolescência, para aulas remotas, pautada na Metodologia da Problematização e com uso de tecnologias digitais. Esta pesquisa considera que uma Sequência Didática bem planejada e organizada, pode impactar positivamente a aprendizagem, sendo um recurso para os docentes que se veem diante do desafio de educar no século XXI. Tais profissionais têm a necessidade de se adequar às mudanças pelas quais a sociedade passa, a nível tecnológico, sem deixar de trabalhar problemas que impactam a educação há muitos anos, como a Gravidez na Adolescência, também nas aulas remotas.  Para a validação três professoras de Biologia preencheram uma ficha avaliativa, a partir de seus conhecimentos de formação e de experiências profissionais. A análise das fichas preenchidas culminou em mudanças na Sequência Didática e sinalizaram que a validação pode impactar positivamente na aprendizagem.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALVES, E. D.; MUNIZ, M. C. V.; TELES, C. C. G. D. Estudos sobre gravidez na adolescência: a constatação de um problema social. Journal of Health Sciences, Londrina (PR), v. 12, n. 3, p. 49-56, 2010.

AMIEL, T. Recursos Educacionais Abertos: uma análise a partir do livro didático de história. Revista História Hoje, São Paulo (SP), v. 3 n. 5, p. 189-205, 2014.

ARAÚJO, R. L. D. et al. Gravidez na adolescência: consequências centralizadas para a mulher. Revista Temas em Saúde, João Pessoa (PB), v. 16, n. 2, p. 567-587, 2016.

BACICH, L.; TANZI NETO, A. TREVISANI, F. M. Ensino Híbrido: a personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre - RS: Penso, 2015.

BANNEL, R. I. et al. Educação no século XXI: Cognição, tecnologias e aprendizagens. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2020.

BEGO, A. M.; ALVES, M. GIORDAN, M; O planejamento de sequências didáticas de química fundamentadas no Modelo Topológico de Ensino: potencialidades do processo EAR (Elaboração, Aplicação e Reelaboração) para a formação inicial de professores. Revista Ciência e Educação, Bauru (SP), v. 25, n.3, p. 625-645, 2019.

BERBEL, N. A. N. A Metodologia da Problematização com o Arco de Maguerez: uma reflexão teórico-epistemológica. Londrina-PR: Eduel, 2012.

BRASIL, Ministério da Educação. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Documento de área 2013 (Ensino). 2013.

BRASIL. Ministério de Educação (MEC). Conselho Nacional de Educação. Conselho pleno. RESOLUÇÃO CNE/CP Nº 2, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2017. Brasília: MEC, 2017.

BRITO, A. S. et al. Tecnologias digitais móveis: uma tecnologia pouco conhecida entre os professores do ensino fundamental e médio. REnCiMa, São Paulo (SP), v. 10, n.4, p. 152-167, 2019.

CABETTE, R. E. S. Conceitos científicos e espontâneos no ato de ensinar: Vygotsky e “Peer instruction”. Revista de Gestão & Tecnologia, Pedro Leopoldo (MG) v. 3, n. 2, p. 55-62, 2015.

CALVÃO, L. D.; AZEVEDO, V. L. L. O abismo entre professores e alunos: conheça seus alunos e adote práticas educacionais adequadas à geração digital. Revista Fio da Ação, Rio de Janeiro (RJ), v. 2, n. 1, p. 6-26, 2012.

CAMPOS, M. M. Para que serve a pesquisa em educação? Cadernos de Pesquisa, São Paulo (SP), v. 39, n. 136, p. 269-283, 2009.

CAVALCANTI, M. H. da S.; RIBEIRO, M. M.; BARRO, M. R. Planejamento de uma sequência didática sobre energia elétrica na perspectiva CTS. Ciência & Educação, Bauru (SP), v. 24, n. 4, p. 859-874, 2018.

CETIC.br. Painel TIC COVID-19: Ensino Remoto e Teletrabalho. CETIC 2020. Comitê Gestor da Internet no Brasil. 2020.

COELHO, L. C.; VIDAL, E. M. Análise de Webquests: contribuições da metodologia da problematização. Revista Tecnologias na Educação, Campinas (SP), v. 1, n. 1, p. 1-8, 2008.

COLOMBO, A. A.; BERBEL, N. A. N. A Metodologia da Problematização com o Arco de Maguerez e sua relação com os saberes de professores. Semina: ciências sociais e humanas, Londrina (PR), v. 28, n. 2, p. 121-146, 2007.

EISENSTEIN, E. Adolescência: definições, conceitos e critérios. Adolescência e Saúde, Rio de Janeiro (RJ), v. 2, n. 2, p. 6-7, 2005.

GERHARDT, T. E.; SILVEIRA, D. T. (Org.) Métodos de Pesquisa. Série Educação a Distância. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009.

HORN, M. B.; STAKER, H. Blended: Usando a Inovação Disruptiva para Aprimorar a Educação. Porto Alegre: Penso, 2015.

KRAMER, D. G. et al. A educação em saúde sobre infecções sexualmente transmissíveis e gravidez para estudantes do Ensino Médio: um relato de experiência. Revista Brasileira do Ensino Médio, Ipojuca - Brasil, v. 2, p. 137-146, 2019.

LEITE, L. S. et al. Tecnologia Educacional: Descubra suas potencialidades na sala de aula. 8 ed. Petrópolis – RJ: Vozes, 2014.

MANHÃES, M. de O.; BATISTA, S. C. de F.; MARCELINO, V. de. S. Sequência didática para o ensino de Anatomia Humana: proposta com metodologia ativa associada ao uso de smartphone. REnCiMa, São Paulo (SP), v. 11, n. 6, p. 877-897, 2020.

OMS. Organização Mundial de Saúde. Folha informativa Covid-19 no Brasil. Brasil: OMS, 2020.

PAULA, H. de F. As tecnologias de informação e comunicação, o ensino e a aprendizagem de ciências naturais. In: Ensino de Química mediado pelas TICs. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2015.

REIS, E. F.; HENZ, G. L.; STROHSCHOEN, A. A. G.; A metodologia da problematização no ensino de biologia–estudo da Leishmaniose. Revista Kiri-Kerê-Pesquisa em Ensino, São Mateus (ES), v. 1, n. 6, p. 132-152, 2019.

RIBEIRO, L. A.; SOUZA C. M.; KUBO, A. T. V. Engenharia didática: abordagens praxeológicas na elaboração de sequências didáticas sobre atividades de linguagem. Revista Diálogo das Letras, Rio Grande do Norte (RN), v. 8, n. 3, p. 80-99, 2019.

RODRIGUES, L. S.; SILVA, M. V. O.; GOMES, M. A. V. Gravidez na Adolescência: suas implicações na adolescência, na família e na escola. Revista Educação e Emancipação, São Luís (MA), v. 12, n. 2, p. 228-252, 2019.

SILVA, D. R. Q. da. Exclusão de adolescentes grávidas em escolas do sul do Brasil: uma análise sobre a educação sexual e suas implicações. Revista de Estudios Sociales, Colômbia, v. 57, n. 57, p. 78-88, 2016.

SOUZA, P. B.; SANTOS, F. C.; VALVERDE, C. A influência da afetividade no processo de aprendizagem. Revista Pedagogia em Foco, Iturama (MG), v. 11, n. 6, p. 168-179, 2016.

TORI, R. Tecnologia e metodologia para uma educação sem distância. EmRede-Revista de Educação a Distância, Porto Alegre (RS), v. 2, n. 2, p. 44-55, 2015.

Publicado
2021-09-30
Como Citar
COSTA ROCHA JARDIM, C.; MARCELINO, V. A relevância da validação de uma sequência didática sobre gravidez na adolescência baseada na metodologia da problematização. Revista de Ensino de Ciências e Matemática, v. 12, n. 4, p. 1-21, 30 set. 2021.
Seção
Artigos Gerais