A Educação Ambiental para o desenvolvimento sustentável no novo currículo da Cidade de São Paulo

Palavras-chave: Currículo da Cidade, Educação Ambiental, Desenvolvimento Sustentável, Agenda 2030, ODS

Resumo

A Educação Ambiental surgiu do movimento ambientalista preocupado com os impactos ambientais provocados pelas ações antrópicas no planeta e foi adotada por organismos internacionais, em especial a ONU. A Educação Ambiental (EA) para o desenvolvimento sustentável ganhou relevância internacional a partir da Eco-92 e o advento da Agenda 21 e posteriormente da Agenda 2030, na qual os países signatários do acordo se comprometeram a adotar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Para conceber a EA para o desenvolvimento sustentável é imprescindível a elaboração de currículos escolares que estabeleçam aprendizagens que permitam aos estudantes entenderem o seu papel e o dos governos para com o desenvolvimento sustentável. Neste sentido, o presente trabalho tem por objetivo realizar uma análise crítica do Currículo da Cidade para a área de Ciências Naturais quanto a EA para o desenvolvimento sustentável. Foram analisados criticamente os documentos oficiais nacionais e internacionais que serviram de base para a elaboração do Currículo da Cidade quanto as concepções de EA e desenvolvimento Sustentável. Os conteúdos de aprendizagem disponíveis nesse currículo mostraram forte intenção da prefeitura de São Paulo para com o desenvolvimento crítico e cidadão dos estudantes ao adotar como norte a Educação para o desenvolvimento sustentável.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

APPLE, Michael W. Políticas Culturais e Educação. Porto: Porto Editora, 1999.

ARROYO, Miguel Gonzáles. Indagações sobre currículo: educandos e educadores: seus direitos e o Currículo. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007.

BRASIL. Decreto Decreto 73.030. Secretaria Especial do Meio Ambiente – SEMA. Diário Oficial da União. Brasília, 10 de outubro de 1973.

BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. Diário Oficial da União, Brasília, 31 de agosto de 1981.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 de dezembro de 1996.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília : MEC/SEF, 1997.

BRASIL. Lei no 9.795, DE 27 DE ABRIL DE 1999. Educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental. Diário Oficial da União. Brasília, 27 de abril de 1999.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão. Brasília: MEC, 2017.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC/SEB/DICEI, 2013.

CARVALHO, Isabel Cistina de Moura. A Invenção ecológica. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2001.

CARVALHO, José Sérgio de. Podem a ética e a cidadania ser ensinadas? Pro-Posições, v. 13, n. 3, p. 157-168, 2002.

COUTINHO, Cadidja; RUPPENTHAL, Raquel; ADAIME, Martha Bohrer. Estimulando a formação do sujeito ecológico em alunos do ensino fundamental: contribuições dos livros didáticos de ciências. REnCiMa, v. 10, n.3, p. 79-92, 2019.

DAGNINO, Renato. Enfoques sobre a relação Ciência, Tecnologia e Sociedade: Neutralidade e Determinismo. Organización de Estados Iberamericanos, 2007. FREIRE, Paulo. A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 2006.

GATTI, Bernadete A. O professor e a avaliação em sala de aula. Estudos em Avaliação Educacional, n. 27, p. 97-114, 2003.

GUARÁ, Isa Maria F. Rosa. É imprescindível educar integralmente. Cadernos CENPEC, v.1, n.2, p.15-24, 2006.

MORIN, Edgar. O paradigma perdido: a natureza humana. 6. ed. Lisboa: Publicações Europa-América, p. 15 – 29. 1999.

MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. 3 ed. Lisboa: Instituto Piaget, 2001.

REIGOTA, Marcos. A Educação Ambiental frente aos desafios apresentados pelos discursos contemporâneos sobre a natureza. Educação e Pesquisa, v.36, n.2, p. 539- 553, 2010.

SACRISTÁN, José Gimeno. Compreender e transformar o ensino. 4 ed. Porto Alegre: ArtMed, 1998.

SÃO PAULO. Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o Ensino Fundamental: ciclo II. São Paulo: Secretaria Municipal da Educação, 2007.

SÃO PAULO. Secretaria Municipal de Educação. Direitos de aprendizagem dos ciclos interdisciplinar e autoral: Ciências Naturais. São Paulo: SME/COPED, 2016.

SÃO PAULO. Secretaria Municipal de Educação. Orientações Didáticas do Currículo da Cidade para Ciências Naturais. São Paulo: SME / DOT, 2017.

SÃO PAULO. Secretaria Municipal de Educação. Currículo da Cidade para a área de Ciências Naturais. São Paulo: SME/C OPED, 2017.

SASSERON, Lúcia Helena; CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Almejando a alfabetização científica no ensino fundamental: a proposição e a procura de indicadores do processo. Investigações em Ensino de Ciências, v. 13, n. 3, p. 333-352, 2008.

SENADO FEDERAL. Agenda 21 - Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. 3.ed. Brasília: Senado Federal, Subsecretaria de Edições, 2001.

SIQUEIRA, Ana Claudia; VILAÇA, Fabiana Aparecida; VAL, Mauro Lima; FRENEDOZO, Rita de Cássia. Concepções dos estudantes de Engenharia Mecânica sobre Sustentabilidade e Educação Ambiental. REnCiMa, v.7, n.5, p. 53-62, 2016.

SORRENTINO, M. et al. De Tbilisi a Tessaloniki. A educação ambiental no Brasil. In: JACOBI, P. (orgs.). Educação, meio ambiente e cidadania: reflexões e experiências. São Paulo: SMA. p. 189-205, 2003.

UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Educação para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Objetivos de Aprendizagem. Brasília: UNESCO, 2017.

Publicado
2020-03-30
Como Citar
YOSHIOKA, C.; FRENEDOZO, R. DE. A Educação Ambiental para o desenvolvimento sustentável no novo currículo da Cidade de São Paulo. Revista de Ensino de Ciências e Matemática, v. 11, n. 2, p. 64-83, 30 mar. 2020.
Seção
Artigos Gerais