A autenticidade da palavra da criança como indício de insubordinação criativa

  • Solange Aparecida Aparecida Corrêa Universidade Cruzeiro do Sul
Palavras-chave: Insubordinação Criativa, Argumentação, Pesquisa (auto) Biográfica, Infância

Resumo

O objetivo deste artigo é apresentar situações escolares do cotidiano atribuindo relevância sobre o  trabalho em grupo e a mediação do professor a partir de narrativas das crianças. São atividades que estão relacionadas com a matemática e ilustração de texto. A faixa etária das crianças é de 7/8anos e as aulas analisadas aconteceram numa classe de 30 alunos do 2°ano do Ensino Fundamental em uma escola privada da cidade de Campinas. A importância das interações sociais no grupo pode suscitar indícios de insubordinação criativa quando alguns alunos se posicionam a favor de seus interesses e do grupo. Essas interações tem sentido quando o professor legitima o que a criança fala sobre si, sobre o outro, sobre a escola apoiando-a a realizar uma leitura de mundo construída coletivamente. Nessa perspectiva se caracteriza a pesquisa (auto)biográfica com crianças. A postura do professor quando coloca o aluno no centro do processo educacional, desafiando-o a resolver problemas e a criar propostas para a solução, também evidencia indicativos de insubordinação criativa do professor. Para a análise desses argumentos, consideram-se como inferências teóricas que o ser humano transforma o meio para atender as suas necessidades básicas e transforma-se a si mesmo. As conclusões evidenciam que existem ações factíveis de insubordinação criativa.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Solange Aparecida Aparecida Corrêa, Universidade Cruzeiro do Sul

Mestrado Acadêmico do Ensino de Ciências na Universidade Cruzeiro do Sul.

Referências

FREIRE, P. Pedagogia da solidariedade. São Paulo: Paz e Terra, 2014.

LOPES, C.; D’AMBROSIO. Insubordinação criativa de educadoras matemáticas evidenciadas em suas narrativas. Anais... XIV Conferência Interamericana de Educação Matemática. México, 2015.

HOOKS, B. Ensinando a transgredir: a educação como prática da Liberdade. Trad. Marcelo Brandão Cipolla – São Paulo: Martins Fontes, 2013.

MIGNOT, A. C.; SAMPAIO, C. S.; PASSEGGI, M. (Orgs.). Infância, Aprendizagem e exercício de escrita. Nada para a criança, sem a criança: o reconhecimento de sua palavra para a pesquisa (auto)biográfica (Passeggi, M. C.) Curitiba: Editora CRV, 2014.

MÜLLER, F.; CARVALHO, A. M. A. (Orgs.). Teoria e prática na pesquisa com crianças: Diálogos com William Corsaro. Cap. 3: Um diálogo com a sociologia da infância a partir da Psicologia do Desenvolvimento. São Paulo: Cortez, 2009.

PASSEGGI, M. C.; SILVA V. B. (Orgs). Invenções de vidas, compreensão de itinerários e alternativas de formação. Narrar é humano! Autobiografar é um processo civilizatório. (Passeggi M. C.) São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010.

REGO, T. C. Vigotski: uma perspectiva histórico-cultural da educação. Petrópolis: Vozes, 1995.

SHUARE, M. A psicologia Soviética meu olhar. São Paulo: Terracota, 2016.

Publicado
2017-12-21
Como Citar
CORRÊA, S. A. A autenticidade da palavra da criança como indício de insubordinação criativa. Revista de Ensino de Ciências e Matemática, v. 8, n. 4, p. 1-10, 21 dez. 2017.
Seção
Artigos Gerais