Mapeamento de pesquisas interdisciplinares no Rio Grande do Sul: contribuição ao diálogo entre disciplinas

  • Denise Kriedte da Costa Centro Universitário Franciscano
  • Helena Noronha Cury Centro Universitário Franciscano
Palavras-chave: Interdisciplinaridade, Estado da Arte, Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática

Resumo

Neste artigo, são apresentados os resultados de um mapeamento de dissertações e teses sobre interdisciplinaridade, defendidas em programas de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática do Rio Grande do Sul. A partir de considerações teóricas sobre o tema “interdisciplinaridade” e de apontamentos sobre as pesquisas do tipo estado da arte, os dados de 63 produções, apresentados em quadros e gráficos, são analisados. Constata-se que a maior parte dos trabalhos investiga os anos finais do Ensino Fundamental e o Ensino Médio e a produção se distribui, principalmente, entre as que abordaram dois ou mais enfoques e as que trabalharam com Educação Ambiental. A partir dessa coleta de dados, considera-se que as investigações sobre interdisciplinaridade deveriam, também, ser realizadas em cursos de graduação e pósgraduação, especialmente levando em conta que a formação inicial e continuada de professores de Ciências e Matemática precisa se voltar para essa temática que pode integrar disciplinas, níveis e modalidades de ensino.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALVES-MAZZOTTI, A. J. O método nas ciências sociais. In: ALVES-MAZZOTTI, A. J.; GEWANDSZNAJDER, F. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998. p. 109-203.

BRASIL. Lei 9.795 de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Brasília, 1999. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm>. Acesso em 20 out. 2015.

BRASIL. Ministério de Educação. Secretaria de Educação Média. Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio. Brasília, 2000.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução n. 2 de 15 de junho de 2012. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental. Brasília, 2012.

FERNANDES, R. C. A.; MEGID NETO, J. Pesquisas sobre o Estado da Arte em Educação em Ciências: uma revisão em periódicos científicos brasileiros. In: Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, 2007, Florianópolis. Anais. Belo Horizonte: ABRAPEC, 2007. p. 1-12.

FERREIRA, N. S. de A. As pesquisas denominadas “estado da arte”. Educação & Sociedade, v. 23, n. 79, p. 257-272, ago. 2002.

FIORENTINI, D. Rumos da pesquisa brasileira em educação matemática: o caso da produção científica em cursos de pós-graduação. 1994. Tese (Doutorado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1994.

FIORENTINI, D.; LORENZATO, S. Investigação em educação matemática: percursos teóricos e metodológicos. Campinas: Autores Associados, 2006.

JAPIASSÚ, Hilton. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976.

LORENZETTI, L.; DELIZOICOV, D. La producción académica brasileña en Educación Ambiental. Utopía y Praxis Latinoamericana, v. 44, p. 85-100, 2009.

LÜCK, H. Pedagogia interdisciplinar: fundamentos teórico-metodológicos. Petrópolis: Vozes, 2000.

MATURANA, H. R. La realidad: objetiva e construida? Barcelona: Rubi, 1997.

MEGID NETO, J. Tendências da pesquisa acadêmica sobre o ensino de Ciências no nível fundamental.1999. Tese (Doutorado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, 1999.

MELLO, G. N. de. Diretrizes Nacionais para a Organização do Ensino Médio. Brasília, Conselho Nacional de Educação, Câmara de Educação Básica, 1998.

MIANI, R. A. et al. O “estado da arte” da produção científico-acadêmica editorial em comunicação social no Brasil- 1995-2005. 2006. Disponível em: <http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2006/resumos/R1483-1.pdf>. Acesso em: 20 set. 2015.

MORAES, M. C. O paradigma educacional emergente. São Paulo: Papirus, 2002.

MORIN, E. Os sete saberes necessários para à educação do futuro. 5 ed. São Paulo: Cortez , 2002.

MORAES, M. C. A cabeça bem feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. 6. ed.Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010.

RIO GRANDE DO SUL. Secretaria da Educação. Lições do Rio Grande: Matemática e suas tecnologias: Referencial curricular. Porto Alegre, 2009.

ROMANOWSKI, J. P.; ENS, R. T. As pesquisas denominadas do tipo “estado da arte” em educação. Diálogo Educacional, v. 6, n. 19, p. 37-50, set./dez. 2006.

ROSA, K. C. Ambientes computacionais no contexto da Geometria: panorama das teses e dissertações no Programa de Educação Matemática da PUC-SP de 1994 a 2007. 2009. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2009.

SILVEIRA, E. Modelagem matemática em educação no Brasil: entendendo o universo de teses e dissertações. 2007. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2007.

TEIXEIRA, P. M. M.; MEGID NETO, J. O estado da arte da pesquisa em ensino de Biologia no Brasil: um panorama baseado na análise de dissertações e teses. Revista Eletrónica de Enseñaza de las Ciencias, v. 11, n. 2, p. 273-297, 2012.

THIESEN, J. da S. A interdisciplinaridade como um movimento articulador no processo ensino-aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, v. 13, n. 39, p. 545-554, set./dez. 2008.

VERMELHO, S. C.; AREU, G. I. P. Estado da arte da área de Educação & Comunicação em periódicos brasileiros. Educação e Sociedade, v. 26, n. 93, p. 1413-1434, set./ dez. 2005.

Publicado
2016-02-17
Como Citar
DA COSTA, D. K.; CURY, H. N. Mapeamento de pesquisas interdisciplinares no Rio Grande do Sul: contribuição ao diálogo entre disciplinas. Revista de Ensino de Ciências e Matemática, v. 7, n. 1, p. 59-73, 17 fev. 2016.
Seção
Artigos Gerais