Objetos de aprendizagem: uma análise da aprendizagem matemática e suas concepções tecnológicas

  • Edna Mataruco Duarte Universidade Cruzeiro do Sul
  • Laura Marisa Carnielo Calejon Universidade Cruzeiro do Sul
Palavras-chave: Educação Matemática, Contextos de Aprendizagem, Cenários de Investigação, Objetos de Aprendizagem, Contextualização

Resumo

A matemática está presente no cotidiano da sociedade e de cada sujeito e suas implicações sociais, políticas e econômicas justificam refletir sobre suas teorias e a forma de ensinar seus conteúdos. Como parte das ciências humanas ou sociais é caracterizada como uma práxis que envolve um amplo domínio de recursos. Porém, o que vemos hoje nas escolas, em sua maioria, é uma descontextualização do conteúdo ensinado em matemática com a realidade do aluno e uma dinâmica de aula pautada pela teoria e exercícios de fixação. Uma educação matemática crítica pressupõe que os alunos reconheçam os problemas discutidos em sala de aula, como uma realidade vivida fora do ambiente escolar, e que estes conteúdos sejam dotados de significados. Assim, a utilização dos objetos de aprendizagem nas aulas de matemática pode corroborar com professores e alunos, principalmente se apoiado nos ambientes de aprendizagem apresentados por Skovsmose e nas concepções tecnológicas envolvidas na organização de contextos de ensino. Neste sentido, esta comunicação científica, que é um recorte de uma dissertação de mestrado, tem como objetivo classificar os objetos de aprendizagem relacionados com o ensino de matemática presentes no repositório Proativa segundo os ambientes de aprendizagem propostos por Skovsmose e suas concepções, considerando a utilização da tecnologia. O texto resulta de uma sistematização de dados encontrados na literatura, configurando-se como revisão de literatura.

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Publicado
2015-03-01
Como Citar
DUARTE, E.; CALEJON, L. Objetos de aprendizagem: uma análise da aprendizagem matemática e suas concepções tecnológicas. Revista de Ensino de Ciências e Matemática, v. 6, n. 1, p. 1-11, 1 mar. 2015.
Seção
Artigos Gerais