Representações sociais e práticas curriculares: um encontro nas aulas de biologia

Palavras-chave: Representações Sociais, Infecções virais, Práticas curriculares, PROEJA

Resumo

A investigação teve por objetivo analisar as relações entre as Representações Sociais e o conhecimento científico sobre as infecções virais nas aulas de Biologia de turmas do PROEJA. O corpus da pesquisa consiste em diálogos coletados em contexto de grupo focal, cujas vozes dos sujeitos foram analisadas tendo por base as orientações da Análise Textual Discursiva. A discussão apontou que os alunos construíram Representações Sociais sobre infecções virais, sobretudo, nas suas relações na comunidade e/ou em contextos que foram infectados por algum tipo de vírus. E que estes saberes podem ser potencializados e reelaborados cientificamente por meio de práticas curriculares contextualizadas que garantam uma justiça social e curricular.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Paula Roberta Galvão Simplício, Universidade Federal de Alagoas
É mestranda em Ensino de Ciências e Matemática (UFAL). Especialista em Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário (Cesmac).Possui graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas pelo Instituto Federal de Alagoas- IFAL (2016). É Técnica em Química pelo IFAL (2012). Atualmente é professora na rede privada de ensino atuando no ensino fundamental II.
Adriana Cavalcanti dos Santos, Universidade Federal de Alagoas
Pós-Doutora em Ciências da Educação pela Universidade do Porto - Portugal, sob supervisão da Professora Catedrática Carlinda Leite (2018-2019). Possui graduação em Pedagogia pela Universidade de Pernambuco (2003), graduação em Letras - Autarquia de Ensino Superior de Arco Verde (1998), Especialista em Avaliação Educacional de Língua Portuguesa, pela Universidade Federal de Pernambuco, Especialista em Conteúdos Programáticos de Língua Portuguesa e Mestra em Educação pela Universidade Federal de Alagoas (2006). Em 2014, concluiu seu doutorado em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Atualmente é Professora Adjunta da Universidade Federal de Alagoas. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação, Linguagem e Formação de Professores, atuando principalmente nos seguintes temas: Alfabetização e Letramento; Leitura e produção; e Saberes e Metodologia da Língua Portuguesa. É líder do Grupo de Estudo e Pesquisa em Didáticas de Leitura, da Literatura e da Escrita (GELLIT).

Referências

ALVES, N. Sobre movimentos das pesquisas nos/dos/com os cotidianos. Teias, Rio de Janeiro, v. 4, n. 7-8, jan./dez. 2003.

ARROYO, M. Currículo, território em disputa. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.

BAKTHIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. 6. ed. São Paulo: HUCITEC, 1992.

BALL, S. Reformar escolas/reformar professores e os terrores da performatividade. Revista Portuguesa de Educação, vol 15, nº 2, p. 3-23, 2002.

BEANE, J. A. Integração curricular: a essência de uma escola democrática. Currículo sem Fronteiras, v.3, n.2, pp. 91-110, Jul/Dez 2003. Disponível em < http://www.curriculosemfronteiras.org/vol3iss2articles/beane.pdf> Acesso em: 26.jul. 2018.

BRASIL. Lei n. 9394 de 20 dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 1996. Disponível em < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm> Acesso em: 26.jul. 2018.

BRASIL. Ministério da Saúde. Sintomas Dengue e Zika. Disponível em< http://combateaedes.saude.gov.br/pt/tira-duvidas#dengue> Acesso em: 06 set. 2018.

CARVALHO, Ana Maria Pesssoa; CACHAPUZ, António Francisco; GIL-PÉREZ, Daniel, (orgs.). O Ensino das Ciências como compromisso científico e social: os caminhos que percorremos. São Paulo: Cortez, 2012.

CHASSOT, A. Alfabetização científica: uma possibilidade para a inclusão social.Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Programa de Pós-Graduação e Educação, 2003.

CONNELL, R. Escuelas e justicia social. Madrid: Edicionaes Morata, 1999.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2016.

GATTI, B. A. Grupo focal na pesquisa em ciências sociais e humanas. – Brasília: Liber Livro Editora, 2012.

HARGREAVES, A. Os professores em tempos de Mudança. Portugal: McGraw-Hill, 1998.

JODELET, D.: Représentations sociales: un domaine en expansion. In D. Jodelet (Ed.) Les représentations sociales. Paris: PUF, 1989, pp. 31-61. Tradução: Tarso Bonilha Mazzotti. Revisão Técnica: Alda Judith Alves Mazzotti. UFRJ- Faculdade de Educação, dez. 1993.

JUNQUEIRA, L. C. U.; CARNEIRO, J. Biologia Celular e molecular.– 9. ed.– Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.

KRASILCHIK, M. Prática no ensino de biologia. 4. ed. Ver. E ampl., 2ª reimpr.- São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008.

LUDKE, M.; ANDRÉ, M. E.D.A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas.-2.ed. – reimpr. – Rio de Janeiro: E.P.U. , 2014

MOURA, D. H.; BARACHO, M. G. (orgs). PROEJA no IFRN: praticas pedagógicas e formação docente. – Natal: IFRN Editora, 2010.

MORAES, R.; GALIAZZI, M. do C. Análise textual discursiva. - 4.ed.- rev. reimpr.- Ijuí: Editora da Unijuí, 2013.

MOURAZ, A. A contextualização curricular nas disciplinas de expressão no ensino básico. Revista Interacções. N. 22, p. 113-134, 2012.

MORGADO, J. C.; MENDES, B. Discursos políticos sobre educação em Portugal: existe lugar para a contextualização curricular? Revista Interaccções. N. 22, p. 34-61, 2012.

MOSCOVICI, S. Representações sociais: investigações em psicologia social. Editado em inglês por Gerard Duveen; traduzido em inglês por Pedrinho A. Guareschi. 11. Ed.- Petrópolis, RJ: Vozes, 2015.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA (UNESCO). Educação científica e desenvolvimento: o que pensam os cientistas. Brasília: Instituto Sangari, 2005. 232 p.

PERRENOUD, P. Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza. 2. ed. reimp. Porto Alegre: Artmed, 2008.

PRIESTLEY, M.; BIESTA, G.; ROBINSON, S. Teacher agency: what is it and why does it matter? In R. Kneyber, J. Evers (Eds.). Flip the System: Changing Education from the Bottom Up. (pp. 134-148). London: Routledge, 2015.

ROLDÃO, M. C. A função curricular da escola e o papel dos professores: políticas, discurso e práticas de contextualização e diferenciação curricular. Revista Nuances: estudos sobre Educação. Ano XVII, v. 17, n. 18, p. 230-241, jan./dez. 2010

SAMPAIO, M.; LEITE, C. A territorialização das políticas educativas e justiça curricular: o caso TEIP em Portugal. Currículo sem Fronteiras, v.15, n. 3, p. 715-740, set./dez. 2015.

SANTOMÉ, J. T. Currículo escolar e justiça social: o Cavalo de Troia da Educação. Porto Alegre: Penso, 2013.

SANTOS, A. C; LEITE, C. Políticas Curriculares em Portugal: fronteiras e tensões entre prescrição, autonomia e flexibilidade. Currículo sem Fronteiras, v. 18, n. 3, p. 836-856, set./dez. 2018. Disponível em <http://www.curriculosemfronteiras.org/vol18iss3articles/santos-leite.pdf> Acesso em: 02.ago. 2018.

SILVA, J. C.; MOTA, J. M. V.; WARTHA, E.J. Inscrições químicas em livros didáticos de química: uma análise semiótica das representações sobre fases da matéria. Revista de Ensino de Ciências e Matemática- REnCiMa, v. 2, n. 1, p. 69-80, jan/jun 2011. Disponível em < http://revistapos.cruzeirodosul.edu.br/index.php/rencima/article/view/51/38> Acesso em: 03.ago. 2018.

SIQUEIRA, A. C.; VILAÇA, F. A.; FRENEDOZO, R. C. Concepção dos licenciandos em ciências biológicas sobre a influência dos fatores ambientais no aparecimento do Aedes aegypti. Revista de Ensino de Ciências e Matemática- REnCiMa, v. 9, n.3, p. 70-86, 2018. Disponível em < http://revistapos.cruzeirodosul.edu.br/index.php/rencima/article/view/1369> Acesso em: 02.ago. 2018.

TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.

VERONESE, M. V.; GUARESCHI, P. A. (Orgs). Psicologia do cotidiano: Representações Sociais em ação. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

YOUNG, M. Teoria do currículo: o que é e por que é importante. Tradução Leda Beck. Cadernos de Pesquisa. V.44 n.151 p.190-202 jan./mar. 2014.

Publicado
2020-10-18
Como Citar
SIMPLÍCIO, P. R.; SANTOS, A. Representações sociais e práticas curriculares: um encontro nas aulas de biologia. Revista de Ensino de Ciências e Matemática, v. 11, n. 6, p. 663-681, 18 out. 2020.
Seção
Artigos Gerais